Desde o retorno das atividades em Castanheira, no dia 2 de janeiro, o ritmo é de plantão
O início de 2026 tem sido marcado por um cenário de contrastes no noroeste de Mato Grosso. Se por um lado as chuvas recorrentes trazem otimismo para o setor produtivo — especialmente para a pecuária, pilar da economia local —, por outro, a intensidade das precipitações coloca à prova a infraestrutura rural. Em municípios como Castanheira, o volume de água que "não tem dado tréguas" exige um esforço redobrado das equipes de manutenção para evitar o isolamento de comunidades.
O Desafio das Estradas Vicinais
As estradas vicinais, essenciais para o escoamento da produção e para o trânsito de moradores, são as mais afetadas. O excesso de umidade causa estragos rápidos na pista, aumentando o risco de atoleiros e danos em estruturas de madeira.
Em Castanheira, a resposta tem sido o trabalho contínuo. A Secretaria de Obras mantém um cronograma arrojado, com uma média histórica de 50 substituições de pontes e bueiros por ano, trocando madeira por estruturas de concreto, que oferecem maior vazão e durabilidade.
Gestão em Campo: Equipe "Mineirinho" e Jandir Scheffler
Desde o retorno das atividades no dia 2 de janeiro, o ritmo é de plantão. O chefe de gabinete, Jandir Scheffler, que atua de forma voluntária ao lado do Secretário Anderson Fernandes Mota (o Mineirinho), destaca que o foco total das equipes no momento é a manutenção emergencial.
"A chuva é uma bênção para o pasto e para o gado, mas para a logística de estradas, ela é um desafio constante. Nossas equipes estão concentradas em reparos imediatos para garantir que ninguém fique isolado e que o produtor consiga transitar", afirma Scheffler.
Impacto no Setor Produtivo
Enquanto o setor de grãos em outras regiões do estado já demonstra preocupação com o excesso de umidade que pode atrasar a colheita da soja, no noroeste, a chuva frequente mantém as pastagens verdes, favorecendo o ganho de peso do rebanho neste início de ano. No entanto, o "preço" dessa abundância hídrica é o monitoramento constante das pontes e galerias, que sofrem com a força das enxurradas.
A administração municipal reforça que o trabalho de substituição por bueiros de concreto tem sido o diferencial para que os danos não sejam ainda maiores, permitindo que o município suporte melhor o período mais crítico do "inverno" mato-grossense.