Nova editoria do Site Castanheira News tem início com uma cena do ambiente escolar no Vale do Seringal, nos tempos de antigamente.
Nova editoria semanal do Castanheira News resgata registros históricos; imagem de 1997 revela o esforço dos primeiros educadores e a simplicidade das celebrações escolares no início dos assentamentos.
Preservar a memória é dar sentido ao presente. Com esse propósito, o site Castanheira News, que já assina projetos de fôlego como da revista Innovare News (“A Epopeia dos Assentamentos”) e o documentário “Raízes de Castanheira”, lança agora a editoria semanal “A História da Foto”. O objetivo é um só: revisitar os capítulos que moldaram a identidade local através de registros fotográficos marcantes.
A imagem que abre este novo ciclo nos transporta para maio de 1997, exatos nove meses após a fundação do Vale do Seringal (iniciada em 6 de agosto de 1996). O cenário é uma celebração de Dia das Mães, um dos primeiros eventos sociais a unir as famílias que chegavam para desbravar os quatro assentamentos rurais da região.
O mestre e a bicicleta
Naquele tempo, a educação era um ato de bravura. Um dos nomes que simbolizam esse período é o do professor Valdir dos Reis, integrante do grupo pioneiro de educadores. Sem asfalto ou veículos oficiais, Valdir percorria as estradas vicinais de bicicleta para levar o conhecimento até a Comunidade Lambari.
A logística para os alunos não era menos desafiadora. Conforme relata o também pioneiro na docência e hoje vereador, Lourival Alves da Rocha, o transporte escolar da época era improvisado em uma caminhonete Toyota, que vencia o barro e as distâncias para garantir que nenhuma criança ficasse sem aula.
A força do aprendizado
Eram tempos de extrema precariedade, onde a vontade de aprender superava qualquer barreira física. As primeiras salas de aula eram estruturas rústicas, com bancos improvisados em toras de madeira e coberturas simples de capim ou lona.
Eram tempos difíceis, em que as primeiras escolas tinham estruturas precárias, com bancos feitos de toras de madeiras e a cobertura de capim ou lona, mas onde a precariedade do teto era compensada pela solidez do propósito. Naqueles barracos de chão batido, o que se erguia não eram apenas paredes, mas o alicerce de uma comunidade que acreditava no futuro.
A representatividade das crianças numa escola, lembrada na foto em destaque, de 1997, e o suor dos professores sobre o pedal da bicicleta provam que a educação em Castanheira nasceu da resistência, transformando a poeira das estradas no caminho para a dignidade que o Vale do Seringal ostenta hoje.