Durante o encontro, foram abordados temas como as características da doença, sinais clínicos mais comuns, formas de transmissão e medidas de controle.
Diante da confirmação de um caso de raiva animal em uma área rural de Castanheira, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA) promoveu um encontro de orientação voltado a produtores rurais do município. A ação ocorreu no espaço de convivência da Igreja Presbiteriana do Brasil e reuniu cerca de 50 participantes, reforçando a importância da informação e da prevenção para o controle da doença.
A raiva animal é uma enfermidade infecciosa grave, causada por um vírus que atinge o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo bovinos, equinos, cães, gatos e seres humanos. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com feridas abertas e mucosas. Por ser quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas, a raiva é considerada um problema de saúde pública e de defesa sanitária animal, exigindo resposta rápida e coordenada das autoridades.
Durante o encontro, foram abordados temas como as características da doença, sinais clínicos mais comuns, formas de transmissão, medidas de controle e o histórico de casos. As orientações tiveram como foco principal a prevenção, o manejo correto dos animais e a necessidade de notificação imediata em situações suspeitas.
Em relação ao caso identificado no município, o INDEA informou que, após receber a notificação, realizou visita técnica à propriedade afetada para coleta de material. Com a confirmação laboratorial do resultado positivo, as propriedades envolvidas foram oficialmente notificadas quanto à obrigatoriedade da vacinação antirrábica de todo o rebanho, no prazo máximo de 15 dias. O órgão também fará o monitoramento sanitário da área até o encerramento do foco, o que ocorre após 90 dias contados da última morte registrada.
Segundo Paulo Gomes Pacheco Júnior, responsável pela unidade local do INDEA, a situação não gera bloqueio ou impedimento comercial para o município nem para as propriedades rurais. Ele explica que, após o cumprimento do protocolo vacinal — que inclui a vacinação de todo o rebanho a partir dos três meses de idade e o reforço entre 21 e 30 dias após a primeira dose — o produtor fica apto a movimentar seus animais normalmente. A ação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Agricultura.
Contribuíram com as orientações técnicas e de saúde pública do encontro, além de Paulo Pacheco, o médico veterinário do INDEA, Dr. José Carlos Pommerening; a coordenadora da Vigilância em Saúde do município, Roseli Pereira da Costa; a enfermeira da UBS rural, Rosimeire da Rocha; além de Cemar Ferreira, servidor do INDEA, e da médica veterinária autônoma Paula H. Kleemann.
O INDEA desempenha papel fundamental na defesa sanitária animal em Mato Grosso, atuando na prevenção, controle e erradicação de doenças que afetam os rebanhos e podem impactar a saúde pública e a economia. Entre suas atribuições estão a vigilância epidemiológica, a orientação técnica aos produtores, a fiscalização sanitária e a adoção de medidas emergenciais em casos de foco de doenças, garantindo segurança ao setor produtivo e proteção à população.