Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, jovens mergulharam nos valores da fé cristã num evento contagiante em Brasnorte
A semana encerrou-se com o silêncio sereno que sucede os grandes encontros com Deus. Enquanto muitos seguiam o ritmo intenso do carnaval, centenas — talvez milhares — de jovens no noroeste de Mato Grosso escolheram outro som: o da própria consciência sendo tocada pela fé. Entre esses, um retiro deixou marcas profundas em Brasnorte.
Segundo o padre Alessandro Dilele, que serve na comunidade do Guariba, 120 jovens, com idades entre 18 e 26 anos, vindos de Brasnorte, Castanheira e Juína, participaram do 4º Acampamento Juvenil da Diocese de Juína. Foram dias que, certamente, ultrapassaram o calendário e se tornaram memória eterna.
Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, esses jovens mergulharam nos valores da fé cristã. Cada dinâmica, cada palavra proclamada, cada surpresa cuidadosamente preparada criava um clima de expectativa santa — como se o próprio Deus estivesse passando pelo acampamento e perguntando, como em 1 Reis 19.9: “Que fazes aqui?” E muitos, no íntimo, descobriram a resposta.
As atividades ocorreram em diversos cenários e contaram com a direção e preleções de Paulo Junior Marchetto, Luciana Rosa O da Costa Feiten, Eduardo Bandieri, Mateus Simão Nascimento e do padre Alessandro, responsável pela coordenação espiritual. Participaram ainda os padres Jânio Procópio (Castanheira), Ernesto Backes (Juína) e Raimundo Nonato (Brasnorte), numa comunhão que fortaleceu ainda mais o testemunho e a unidade da Igreja.
O que ali se vive, permanece guardado — não por segredo, mas por zelo. Há experiências que precisam ser preservadas para que outros, no tempo certo, também sejam surpreendidos pela graça.
Em tempos descritos nas Escrituras como dias difíceis, quando “o amor de muitos se esfriará” (Mateus 24.12), iniciativas como esta reacendem a chama da esperança. São refúgios espirituais que lembram à juventude que é possível nadar contra a correnteza, escolher a luz em vez do ruído, a profundidade em vez da superficialidade. Retiros assim não apenas formam lembranças; formam convicções. E convicções sustentam uma geração.