Segundo o Instituto Alana, o design das redes prioriza retenção de atenção e lucro, aumentando riscos à saúde mental e à segurança das crianças.
O acesso precoce de crianças às redes sociais tem crescido rapidamente no Brasil, com mais de 70% dos jovens entre 9 e 17 anos conectados pelo celular e muitos entrando nas plataformas antes dos 6 anos.
Especialistas alertam que esses ambientes não foram planejados para proteger o público infantil, expondo-os a conteúdos inadequados, relações desiguais de consumo, comportamentos perigosos e contatos com desconhecidos — os chamados “quatro Cs”: conduta, conteúdo, contrato e contato.
Segundo o Instituto Alana, o design das redes prioriza retenção de atenção e lucro, aumentando riscos à saúde mental e à segurança das crianças, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
Embora existam ferramentas de controle parental, elas não resolvem problemas estruturais das plataformas. Por isso, cresce o consenso internacional sobre a necessidade de regulação, como o ECA Digital, para equilibrar a relação entre empresas de tecnologia e o público infantojuvenil e garantir um ambiente digital mais seguro.